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Friday, March 21, 2008

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou ontem que "não há nenhum problema real de insegurança" nas escolas portuguesas. Comentando os dados do Departamento de Segurança do ministério, avançados ontem pelo DN, que apontam para um total de 1232 ofensas à integridade física no ano lectivo de 2004/2005, 191 das quais resultando em tratamento hospitalar, a ministra preferiu destacar a redução dos casos em que foram vítimas professores ou auxiliares.Quanto aos incidentes envolvendo estudantes -1014 no ano lectivo que terminou, quase mais duas centenas do que em 2003/2004 -, Maria de Lurdes Rodrigues reconheceu que "há efectivamente um aumento nas brigas entre alunos", mas considerou que este indicador não é "em nada preocupante". Porém, mostrou-se confiante de que outras medidas adoptadas pelo seu gabinete, nomeadamente as que dizem respeito às actividades não-lectivas, possam "resolver" este problema. "Se os alunos não andam sozinhos no pátio, não há tantas hipóteses de estes comportamentos acontecerem", explicou.A ministra elogiou ainda o funcionamento do programa "Escola Segura", tutelado pelos ministérios da Educação e da Administração Interna, que consiste na presença de agentes da PSP ou GNR no exterior das escolas e de seguranças no seu interior. Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, este sistema, criado em 1996, tem-se revelado "muito eficaz", e os profissionais nele envolvidos conseguem ser "muito discretos", garantindo ao mesmo tempo que "qualquer situação é imediatamente resolvida". A ministra afastou a possibilidade de se virem a introduzir alterações no programa.Recorde-se que o modelo de segurança actual foi considerado inadaptado ou pelo menos insuficiente por alguns investigadores contactados pelo DN. João Sebastião, da Escola Superior de Educação de Santarém, co-autor do estudo "Escola e Violência - Conceitos, Políticas, Quotidianos", considerou mesmo que, no seu esquema actual, a "Escola Segura" é "deitar dinheiro à rua", já que, na sua opinião, foi concebido com base na "crença de que a violência é uma agressão externa à escola".




Por algumas das escolas por onde passei,quando a patrulha da Escola Segura se ausentava,até a própria entrada destas transmitia uma sensação de conflito armado.Em outras tantas eu os meus colegas fomos também alvo de ameaças(o que
é obviamente considerado uma forma de agressão),algumas bem graves fazendo-nos mesmo temer pela a nossa integridade física(a psiológica,pá,para a ministra é com certeza um mal menor...),o que nos obrigou por uma das vezes a chamar a Escola Segura.Nesse particular incidente,a aluna(de 17 anos,já com um longo historial e cadastro) ,por detrás do agente da Políçia ainda nos abriu os olhos com ar ameaçador.
Todos os Professores conhecem casos de ameças graves.Mas a insegurança,pá,é um mito!

1 comment:

Anonymous said...
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