
PRESS RELEASE
“(…)Todo o nosso modo de vida assenta no extermínio mútuo.Nunca houve um mundo tão ávido de segurança, e nunca a vida foi tão insegura.Para nos protegermos ,inventamos os mais fantásticos instrumentos de destruição,e estes acabam por se revelar outros tantos boomerangs.Ninguém parece acreditar no poder do amor,o único poder com que poderíamos contar.Ninguém acredita no vizinho,nem em si próprio,quanto mais num ser supremo.O medo , a inveja,a suspeita prosperam por toda a parte.Ergo,fode até rebentares enquanto é tempo ainda!(…)”
Miller,Henry.”O mundo do sexo”
O tema “Território”é extremamente vasto e complexo, contemplando domínios físicos, humanos, políticos, sociais, territoriais mas, latente a este está quase sempre associado também o sentimento de posse. Algo a que a sociedade contemporânea já se habituou sem questionar. O despejo desse sentimento que nos preenche diariamente e nos consegue toldar a visão ao ponto de quase perdermos o nosso livre arbítrio, seria algo tão urgente para a saúde da nossa sociedade e de cada um de nós como individuo pensante no caminho para um ser humano mais completo.
Esta exposição especialmente concebida para a cave do espaço “Maria vai com as outras”,ou simplesmente “as três marias”,como é mais vulgarmente conhecido, encontra-se fisicamente dividida em duas partes. Vários auto-retratos, explícitos, implícitos, repetidos, óbvios e subtis, misturam-se com uma instalação de 60 terminais de pagamento cartão débito e ou/crédito. A apologia de territórios de consumo, de plástico, do fugaz e do descartável.
Numa segunda parte, o visitante entrará numa black box, onde 3 imagens de figuras humanas em tamanho real -the old, the new and the unknown/o velho ,o novo e o desconhecido- tornam-se vísiveis através de dois projectores de infra-vermelhos estrategicamente colocados nessa sala, reagido ao movimento em zonas especificas, iluminando-as momentaneamente. O desafio? Tentar alcançar uma das figuras (the unknown)-que aparentemente têm algo a oferecer ao visitante-atravessando a escuridão da sala....